Há 40 anos, o macaco muriqui, considerado o maior primata das Américas, saia do anonimato com as primeiras pesquisas retratando os redutos onde a espécie ainda se encontrava. Hoje, as atividades que objetivam a proteção do muriqui para as futuras gerações sinalizam a sobrevivência da própria Mata Atlântica, e recentemente fizeram avançar um Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Muriquis (PAN Muriqui), oficialmente estabelecido em 2010 pelo Instituto Chico Medes (ICMBio) e Centro de Proteção de Primatas (CPB), com ações a serem concluídas até 2015.
Além da política nacional com força de lei, o primata acaba de ganhar uma rede específica para a elaboração de estratégias em educação ambiental e geração de renda , a Rede Muriqui, criada na última reunião de monitoria do PAN Muriqui, entre 8 e 11 de junho em Sorocaba. “A iniciativa faz convergir esforços de diferentes setores, e fortalece o trabalho daqueles que há décadas vêm se dedicando à espécie”, expressa o Primatólogo Maurício Talebi, da UNIFESP Diadema e Associação Pró-Muriqui, esta ultima que junto com o Instituto Supereco – referência em educação ambiental para a sustentabilidade – lidera a campanha Salve com Abraço.
O encontro focou principalmente estratégias para a meta de Educação Ambiental, Difusão Científica e Geração de Renda do PAN Muriqui, com facilitação à cargo do Instituto Supereco. O objetivo foi aproximar pesquisadores e educadores no planejamento de ações a partir de ameaças, fragilidades e potencialidades, que levem à redução da categoria de ameaça da espécie até 2020.
Entre representantes da Prefeitura de Sorocaba, ICMBio, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Primatas Brasileiros (CPB), Zoológicos, Universidades e Organizações Não-Governamentais, os cerca de 30 participantes, de diferentes Estados, desvendaram o valor das informações técnicas para a educação ambiental e ampliação do conhecimento na sociedade.
Para a Aliança Salve com Abraço (Instituto Supereco e Associação Pró-Muriqui), a educação ambiental tem interesse em oportunizar este tipo de contato com os pesquisadores, e o próprio nome da campanha Salve com Abraço é exemplo desse intercâmbio, a partir da observação científica do comportamento dos muriquis, que costumam formar “cachos” de macacos abraçados quando ameaçados.
terça-feira, 14 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Encontro planeja a Conservação dos Primatas Brasileiros “Muriquis”
Foto: Luciano Candisani
O Plano de ação nacional para a conservação dos Muriquis foi oficialmente aprovado por meio da Portaria nº 87, de 27 de agosto de 2010, do Instituto Chico Mendes. As ações do Plano deverão ser concluídas em agosto de 2015.
Os planos de ação são ferramentas de gestão para conservação da biodiversidade, tendo como objetivo pactuar com diferentes atores institucionais estratégias para recuperação e conservação das espécies ameaçadas de extinção. A Portaria conjunta nº 316, de 9 de setembro de 2009, estabeleceu o marco legal para implementação de estratégias, indicando que os planos de ação, juntamente com as listas nacionais de espécies ameaçadas e os livros vermelhos se constituem num dos instrumentos de implementação da Política Nacional da Biodiversidade (Decreto 4.339/02).
Rua Tomaz Gonzaga, s/nº - Jd. Vergueiro
O encontro em prol da Conservação dos Muriquis visa o planejamento de estratégias de Educação Ambiental, Difusão Científica e Geração de Renda, e acontecerá de 8 a 11 de junho, com abertura oficial no primeiro dia do evento, na PUC/Sorocaba. A iniciativa integra a meta de número 8 do Plano de Ação Nacional, PAN, para a conservação dos muriquis, do ICMbio, elaborado com o objetivo de aumentar o conhecimento e a proteção das populações da espécie para reduzir sua categoria de ameaça de extinção até 2020.
Durante o evento, serão elaboradas diretrizes de ações para a conservação dos Muriquis a partir das estratégias construídas pelas Organizações engajadas na causa e sob coordenação técnica e metodológica do Instituto Supereco – referência em educação ambiental pela sustentabilidade no Brasil, tais como a importância do mapeamento situacional dos muriquis, o planejamento estratégico a partir das ameaças, das fragilidades e potencialidades, e o monitoramento e avaliação com indicadores comuns de pesquisa, educação e conservação. “Reunir pesquisadores e educadores para planejar de forma coletiva ações prioritárias que envolvam a sociedade na conservação dos muriquis será um importante passo para formatar uma Rede Muriqui de educação e conservação com bases científicas”, afirma a coordenadora do Instituto Supereco, Andrée Vieira.
Participarão do encontro o prefeito da cidade de Sorocaba, Representantes da Secretaria de Meio Ambiente, ICMBIO, PUC SP, CPB, Zoológicos, e as instituições não governamentais envolvidas direta e indiretamente com a preservação dos muriquis-do-norte e muriquis-do-sul.
Serviço:
Local: PUC/SorocabaRua Tomaz Gonzaga, s/nº - Jd. Vergueiro
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Cidades começam a medir sua pegada ecológica
Assim como os animais deixam pegadas gravadas na terra, nós seres humanos podemos calcular o quanto impactamos os recursos naturais por meio de nossa pegada ecológica.
Esse conceito, trabalhado fortemente pelo WWF Brasil, trata de um balanço entre os recursos ecológicos disponíveis e a escala de consumo desses recursos, permitindo a cada ser humano obter uma média geral de seu impacto sobre o planeta. Com isso, ficamos sabendo que um Europeu consome em média "três planetas", um norte-americano "cinco planetas", e um brasileiro "um planeta e meio", todos acima da capacidade de suporte da natureza.
Agora, de forma inédita, o WWF Brasil, lança a pegada ecológica das cidades, com a experiência inicial da pegada de Campo Grande (MS), em pleno Pantanal. No cálculo, estão incluídas áreas de consumo que vão de alimentos, vestuário, moradia até transporte e lazer. Isso tornou-se possível saber, por exemplo, que somente para o consumo de carne, a média de Campo Grande é 13% maior que a nacional.
"Além desses cálculos, o conceito inclui a mobilização da sociedade para mudança de hábitos que reduzam seu impacto, bem como a mitigação dos efeitos de nosso modo de vida", expressa Terezinha Martins, analista do WWF Brasil para o Programa Pantanal.
Ela revela também o quanto hábitos culturais de cada região interferem no resultado final da pegada. "No Mato Grosso do Sul, a ida a restaurantes e o consumo de carne fazem parte dos hábitos de lazer das pessoas, e isso se relacionou diretamente com a notícia de que 75% da pegada de Campo Grande ocorre na agricultura, pastagens e derrubada de floresta", explica.
Como cada região possui características socioambientais próprias, a intenção é estender o trabalho para outras localidades do país, a exemplo de São Paulo (SP), Rio Branco (AC) ou Maringá (PR).
terça-feira, 5 de abril de 2011
As dez florestas mais ameaçadas do planeta
Fonte: Conservação Internacional
Para marcar o início do Ano Internacional das Florestas, a Conservação Internacional (CI) lança hoje a lista dos dez hotspots florestais mais ameaçados do mundo. Os chamados ”hotspots de biodiversidade” são áreas de extrema riqueza biológica, com elevado índice de espécies únicas de animais e plantas, e que se encontram altamente degradados e sob risco de extinção.
No caso dos dez hotspots florestais mais críticos, todos já perderam 90% ou mais de sua cobertura original e cada um abriga pelo menos 1.500 espécies de plantas endêmicas, ou seja, que só existem ali. Eles incluem florestas no sudeste asiático, na Nova Zelândia, nas montanhas do sudoeste da China, na região costeira da África Oriental e na ilha de Madagascar. O Brasil aparece na lista com a Mata Atlântica, da qual restam apenas 8% da cobertura original, e que abriga cerca de 20 mil espécies de plantas, 40% das quais endêmicas. (Veja no quadro abaixo a localização e detalhes de cada uma das florestas).
“O Ano Internacional de Florestas deve chamar a atenção do mundo para a necessidade do aumento de proteção das florestas, pela sua vital importância para a conservação da biodiversidade, a estabilização do clima e o desenvolvimento econômico”, afirma Olivier Langrand, diretor de política internacional da CI.
As florestas cobrem apenas 30% da área de nosso planeta e ainda assim abrigam 80% da biodiversidade terrestre do mundo. Elas também garantem o sustento de 1,6 bilhão de pessoas, que dependem diretamente de florestas saudáveis para sobreviver. As interações entre as espécies e os ecossistemas fornecem muitas das necessidades mais básicas para a sobrevivência humana na Terra, tal como ar puro, solos saudáveis, remédios, polinização de safras agrícolas e água doce.
A função das florestas na estabilização do clima também deve ser reconhecida, visto que emissões resultantes da destruição de florestas representam aproximadamente 15% das emissões totais de gases do efeito estufa. Os dez hotspots florestais mais ameaçados do mundo armazenam mais de 25 gigatons de carbono, auxiliando na mitigação dos efeitos da mudança climática.
“As florestas estão sendo destruídas a uma taxa alarmante para dar lugar a pastagens, plantações, mineração e expansão de áreas urbanas. Com isso, estamos destruindo nossa própria capacidade de sobreviver,” aponta Langrand. “As florestas não podem ser vistas apenas como um grupo de árvores, mas como fornecedores de benefícios vitais. Elas são importante fator econômico no desenvolvimento de diversas cidades, fornecendo madeira, alimento, abrigo e recreação, e possuem um potencial ainda maior que precisa ser percebido em termos de provisão de água, prevenção de erosão e remoção de carbono”.
Em adição a sua relevância para a biodiversidade e a estabilização do clima, as florestas são os mais importantes reservatórios de água doce do planeta. Cerca de três quartos da água doce acessível do mundo vêm de vertentes florestais e dois terços de todas as maiores cidades em países em desenvolvimento dependem das florestas em suas cercanias para seu suprimento de água limpa.
“Visto que a população global está projetada para atingir o total de até 9 bilhões de pessoas nos próximos 30 anos, o acesso à água ficará mais difícil se milhões de hectares de florestas tropicais continuarem a ser queimados todos os anos”, explica Tracy Farrell, diretora do Programa de Conservação de Água Doce da Conservação Internacional. “Excetuando-se as instalações de dessalinização, que são economicamente muito caras, ainda não encontramos outra forma de manter nosso suprimento de água doce a não ser protegendo as florestas remanescentes ao redor do mundo”.
“Durante este Ano Internacional das Florestas, encorajamos fortemente os países a realizar uma nova abordagem na proteção e preservação de suas florestas, que são ativos importantes globalmente,” adiciona Langrand. “Florestas saudáveis são uma parte importante do capital natural e nos oferecem os melhores meios econômicos para enfrentar os diversos desafios ambientais da mudança climática e a crescente demanda por produtos florestais”.
quarta-feira, 23 de março de 2011
INVENTE E BRINQUE - ABRA UMA FLOR
Aaaaa
Que todo mundo precisa de água, você já sabia não é mesmo? Mas, com essa experiência irá ficar maravilhado como a água ajuda a desabrochar uma flor.
As plantas têm inúmeros e pequeninos canais, como tubinhos, por onde a água passa. Para simular esse efeito, corte uma flor de papel, como a do molde desta página.
Pinte as pétalas e, no centro, escreva uma mensagem para a água. Escreva a lápis, pois com a caneta poderá borrar.
Dobre as pétalas para cima, na linha pontilhada. Segure as quatro bordas, juntas, e solte com cuidado numa bacia com água.
Num passe de mágica, a água sobe por minúsculos furos entre as fibras do papel, semelhantes aos canais das pétalas. O papel incha e a flor se abre!
Convide vários amigos para soltarem ao mesmo tempo suas flores na água e veja o que acontece...
| Fonte: Jornal de Educação Ambiental da Rigesa Edição nº1 - Janeiro de 2009 |
quinta-feira, 10 de março de 2011
RECICLE E BRINQUE - Dica da Semana
Dino de sucata
Para construir seu dinossauro, separe duas garrafas pet grandes de refrigerante, uma garrafinha de iogurte, fita crepe, tesoura, um prego, uma caixa de papelão e quatro elásticos.
1) Patas: usando o molde, amplie, no papelão, 2 patas dianteiras para 9 cm e 2 traseiras para 12cm. Recorte-as e faça um furo nas extremidades superiores.
2) Corpo: corte uma garrafa a 13cm de distância do gargalo. A parte B será o gargalo e, a parte A, o que sobrou da garrafa. Corte a outra garrafa a 16cm do gargalo (parte C).
3) Cabeça: corte o gargalo da garrafinha do iogurte como no desenho.
4) Com o prego faça quatro furos, um em cada lado oposto das extremidades da parte A para prender as patas. PEÇA AJUDA A UM ADULTO
5) Encaixe a parte B, com o gargalo inclinado para baixo na parte A e fixe com a fita crepe.
6) Fixar as patas: corte os quatro elásticos ao meio e passe cada um pelos furos da parte A. Dê vários nós nas pontas de dentro. Puxe para fora as outras pontas, passe pelas patas, estique e dê vários nós até ficar bem firme.
7) Encaixe a parte C na parte A, com o gargalo inclinado para cima, e fixe com a crepe.
8) Encaixe a cabeça na parte C e fixe.
Agora é só decorar como o seu dinossauro preferido.
Fonte: Jornal de Educação Ambiental da Rigesa
Edição nº1 - Março de 2008
Fonte: Jornal de Educação Ambiental da Rigesa
Edição nº1 - Março de 2008
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Ano Internacional das Florestas é um dos temas priorizados pelas escolas associadas da UNESCO, em São Paulo
Cerca de 120 representantes de escolas associadas da UNESCO – PEA, no Estado de São Paulo, reuniram-se no último sábado (26) no Colégio Guilherme Dumont Villares, no bairro do Morumbi. Um dos temas em pauta foi a conservação do macaco muriqui, em comemoração ao Ano Internacional das Florestas.
O assunto foi conduzido pelo pesquisador da Associação Pró-Muriqui, Maurício Talebi e pela coordenadora de comunicação do Instituto Supereco, Fernanda Borba, tendo como foco o PAN - Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Muriquis e a campanha “Salve com Abraço”.
Durante o encontro, os educadores tiveram a oportunidade de conhecer a espécie por meio da apresentação de Talebi e foram convidados a participarem da campanha “Salve com Abraço” – desenvolvida em parceria entre o Instituto Supereco e a Associação Pró-Muriqui com o objetivo de unir a pesquisa, educação ambiental e mobilização social para a conservação dos muriquis.
Também tiveram destaque os seguintes temas: Ano Internacional da Química, Ano Internacional dos Afro – Descendentes, Década as Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, Década das Nações Unidas – Água para a Vida, Década das Nações Unidas para a Biodiversidade.
Além do Instituto Supereco e Pró-Muriqui, participaram do evento a coordenadora regional da UNESCO, Eliana Aun; presidente do Instituto Canal do livro, jornalista Luiz Chinan; coordenadora nacional da UNESCO, Myriam Tricate
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