terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Macaco Muriqui funciona como um “guarda-chuva” de temas para o aprendizado nas escolas brasileiras


Espécie traz à tona conteúdos sociais, históricos, geográficos, ambientais, entre outros.

O Instituto Supereco – referência em educação ambiental pela sustentabilidade - tem contribuído, ao longo de uma década e meia, para a formação, capacitação e sensibilização de professores e alunos na inclusão da educação ambiental transversal em diversas instituições de ensino do país.

Desde 1997, só no ensino formal mais de 400 mil alunos foram beneficiados pelos programas de educação ambiental e mais de seis mil multiplicadores foram capacitados até o momento. Dentre as atividades de sensibilização desenvolvidas nas escolas está a dinâmica “Salve com abraço – cooperando com os muriquis” – inspirada no comportamento solidário do macaco muriqui. O mono carvoeiro, como também é conhecido, é o maior primata das Américas, exclusivamente brasileiro e acaba de se tormar forte candidato a mascote dos Jogos Olímpicos de 2016.  Além de abordar a importância da preservação do muriqui, a atividade promove a afetividade e a união entre as pessoas por um mesmo objetivo e a importância do verdadeiro abraço por uma causa. “Os resultados são tão expressivos que até mesmo a questão do bullying nas escolas se torna motivo de reflexão nos locais de aplicação”, afirma a coordenadora geral da Ong, Andrée de Ridder Vieira.

No ano passado, o Instituto lançou a campanha “Salve com Abraço” em parceria com a Associação Pró-Muriqui, com o objetivo de unir a pesquisa, a conservação, a educação e a  mobilização social para preservar o macaco muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), criticamente em Perigo de extinção, pois só existe na Mata Atlântica do Brasil. Muito pacífico, o muriqui, ou mono carvoeiro, quando ameaçado sobrevive pela cooperação, abraçando-se uns aos outros como “cachos de macacos” na floresta.

A proposta educativa da campanha, atendendo a Meta 8 do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Muriquis (ICMBIO, 2009)  é integrar ao curriculo escolar a temática do Muriqui como “plantador de florestas” e “protetor das águas” pela recomposição das matas ciliares, de forma transversal, no maior número instituições de ensino da Mata Atlântica. Segundo os educadores, essa espécie brasileira, sua distribuição geográfica, sua ameaça pela devastação da Mata Atlântica em razão dos ciclos econômicos, sua alimentação particular e, em especial, seu comportamento afetivo e solidário forma um guarda-chuva de oportunidades e conteúdos das disciplinas do currículo brasileiro.

No Colégio Guilherme Dumont Villares (GDV), os professores da instituição de ensino refletiram todo o potencial que o muriqui representa para a educação ambiental. Em encontro de monitoramento das atividades foi possível descobrir que o muriqui virou tema para as primeiras letras na alfabetização no Educação Infantil, exemplo para situações-problema na Matemática, motivo para criações artísticas e, especialmente, a criação de livros de autoria dos alunos comparando a vida de um muriqui com a vida da própria criança. Tais obras foram escritas, ilustradas, autografadas e lidas para seus pais na Feira de Ciências, realizada no mês de outubro."Apesar da aplicação de conteúdos variados após a formação, ficou claro que o muriqui tem potencial diferenciado para despertar o interesse dos mais jovens, principalmente pela afetividade expressa no hábito de se abraçarem", conta a professora Grazieli, do 1o ano do ensino básico, que introduziu uma atividade de comparação entre o comportamento do muriqui e as relações humanas.

O Programa Rigesa de Educação Ambiental - financiado pela MWV Rigesa, uma das empresas líderes no segmento de embalagens, também é um exemplo de projeto voltado ao ensino formal e tem o muriqui como espécie bandeira, cujo objetivo é oferecer formação e materiais de apoio pedagógico a professores do 5º. e 6º anos do Ensino Fundamental  (antiga quarta e quinta série) das redes municipal, estadual e privada de ensino. A exemplo disso, a educadora Fernanda Turella Fais, da EMEF Tomoharu Kimbara - escola rural do município de Valinhos - SP, desenvolveu um projeto em sala de aula sobre a mata atlântica e o muriqui com o objetivo de incentivar a preservação ambiental e promover vínculos de amizade e amor. As crianças produziram um muriqui de pelúcia e levaram para as suas casas a fim de apresentar a história da espécie aos seus pais, que posteriormente escreviam uma carta à escola contando a experiência.

As estratégias de planejamento do Instituto Supereco percorrem um circuito de mapeamento e diagnóstico do local, definição e aplicação de metodologias adequadas aos públicos atendidos pelos projetos, temas geradores, comunicação e materiais de apoio, capacitação de multiplicadores, sistema de monitoramento e avaliação - sempre com o envolvimento e a participação da comunidade local e dos parceiros.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Muriqui vira tema 'guarda-chuva' em escola parceira do Instituto Supereco

Seis meses após a oficina do Investigando a Biodiversidade, realizada pelo Instituto Supereco no Colégio Guilherme Dumont Villares (GDV), os professores da instituição de ensino refletiram todo o potencial que o muriqui representa para a educação ambiental. Em encontro de monitoramento das atividades no último dia 29 de junho, foi possível descobrir que o muriqui virou tema para as primeiras letras na Educação Infantil, exemplo para situações-problema na Matemática, e motivo para criações artísticas.
"Apesar da aplicação de conteúdos variados após a formação, ficou claro que o muriqui tem potencial diferenciado para despertar o interesse dos mais jovens, principalmente pela afetividade expressa no hábito de se abraçarem", conta a professora Grazieli, do 1o anomdo ensino básico, que introduziu uma atividade de comparação entre o comportamento do muriqui e as relações humanas.
Para a coordenadora-geral do Supereco, Andrée Vieira, o animal funciona como um 'guarda-chuva' para o aprendizado dos temas ambientais, podendo trazer à tona conteúdos histórico, geográficos, científicos, entre tantos outros.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Reunião do Plano Nacional dos Muriquis dá origem a rede sobre a espécie

Há 40 anos, o macaco muriqui, considerado o maior primata das Américas, saia do anonimato com as primeiras pesquisas retratando os redutos onde a espécie ainda se encontrava. Hoje, as atividades que objetivam a proteção do muriqui para as futuras gerações sinalizam a sobrevivência da própria Mata Atlântica, e recentemente fizeram avançar um Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Muriquis (PAN Muriqui), oficialmente estabelecido em 2010 pelo Instituto Chico Medes (ICMBio) e Centro de Proteção de Primatas (CPB), com ações a serem concluídas até 2015.


Além da política nacional com força de lei, o primata acaba de ganhar uma rede específica para a elaboração de estratégias em educação ambiental e geração de renda , a Rede Muriqui, criada na última reunião de monitoria do PAN Muriqui, entre 8 e 11 de junho em Sorocaba. “A iniciativa faz convergir esforços de diferentes setores, e fortalece o trabalho daqueles que há décadas vêm se dedicando à espécie”, expressa o Primatólogo Maurício Talebi, da UNIFESP Diadema e Associação Pró-Muriqui, esta ultima que junto com o Instituto Supereco – referência em educação ambiental para a sustentabilidade – lidera a campanha Salve com Abraço.

O encontro focou principalmente estratégias para a meta de Educação Ambiental, Difusão Científica e Geração de Renda do PAN Muriqui, com facilitação à cargo do Instituto Supereco. O objetivo foi aproximar pesquisadores e educadores no planejamento de ações a partir de ameaças, fragilidades e potencialidades, que levem à redução da categoria de ameaça da espécie até 2020.

Entre representantes da Prefeitura de Sorocaba, ICMBio, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Primatas Brasileiros (CPB), Zoológicos, Universidades e Organizações Não-Governamentais, os cerca de 30 participantes, de diferentes Estados, desvendaram o valor das informações técnicas para a educação ambiental e ampliação do conhecimento na sociedade.

Para a Aliança Salve com Abraço (Instituto Supereco e Associação Pró-Muriqui), a educação ambiental tem interesse em oportunizar este tipo de contato com os pesquisadores, e o próprio nome da campanha Salve com Abraço é exemplo desse intercâmbio, a partir da observação científica do comportamento dos muriquis, que costumam formar “cachos” de macacos abraçados quando ameaçados.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Encontro planeja a Conservação dos Primatas Brasileiros “Muriquis”

                                          Foto: Luciano Candisani   

O encontro em prol da Conservação dos Muriquis visa o planejamento de estratégias de Educação Ambiental, Difusão Científica e Geração de Renda, e acontecerá de 8 a 11 de junho, com abertura oficial no primeiro dia do evento, na PUC/Sorocaba. A iniciativa integra a meta de número 8 do Plano de Ação  Nacional, PAN, para a conservação dos muriquis, do ICMbio, elaborado com o objetivo de aumentar o conhecimento e a proteção das populações da espécie para reduzir  sua categoria de ameaça de extinção até 2020.

Durante o evento, serão elaboradas diretrizes de ações para a conservação dos Muriquis a partir das estratégias construídas pelas Organizações engajadas na causa e sob coordenação técnica e metodológica do Instituto Supereco – referência em educação ambiental pela sustentabilidade no Brasil, tais como a importância do mapeamento situacional dos muriquis, o planejamento estratégico a partir das ameaças, das fragilidades e potencialidades, e o monitoramento e avaliação com indicadores comuns de pesquisa, educação e conservação. “Reunir pesquisadores e educadores para planejar de forma coletiva ações prioritárias que envolvam a sociedade na conservação dos muriquis será um importante passo para formatar uma Rede Muriqui de educação e conservação com bases científicas”, afirma a coordenadora do Instituto Supereco, Andrée Vieira.

Participarão do encontro o prefeito da cidade de Sorocaba, Representantes da Secretaria de Meio Ambiente, ICMBIO, PUC SP, CPB, Zoológicos, e as instituições não governamentais envolvidas direta e indiretamente com a preservação dos muriquis-do-norte e muriquis-do-sul.

 O Plano de ação nacional para a conservação dos Muriquis foi oficialmente aprovado por meio da Portaria nº 87, de 27 de agosto de 2010, do Instituto Chico Mendes. As ações do Plano deverão ser concluídas em agosto de 2015.

 Os planos de ação são ferramentas de gestão para conservação da biodiversidade, tendo como objetivo pactuar com diferentes atores institucionais estratégias para recuperação e conservação das espécies ameaçadas de extinção. A Portaria conjunta nº 316, de 9 de setembro de 2009, estabeleceu o marco legal para implementação de estratégias, indicando que os planos de ação, juntamente com as listas nacionais de espécies ameaçadas e os livros vermelhos se constituem num dos instrumentos de implementação da Política Nacional da Biodiversidade (Decreto 4.339/02).

Serviço:
Local: PUC/Sorocaba
Rua Tomaz Gonzaga, s/nº - Jd. Vergueiro

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cidades começam a medir sua pegada ecológica

Assim como os animais deixam pegadas gravadas na terra, nós seres humanos podemos calcular o quanto impactamos os recursos naturais por meio de nossa pegada ecológica. 

Esse conceito, trabalhado fortemente pelo WWF Brasil, trata de um balanço entre os recursos ecológicos disponíveis e a escala de consumo desses recursos, permitindo a cada ser humano obter uma média geral de seu impacto sobre o planeta. Com isso, ficamos sabendo que um Europeu consome em média "três planetas", um norte-americano "cinco planetas", e um brasileiro "um planeta e meio", todos acima da capacidade de suporte da natureza.

Agora, de forma inédita, o WWF Brasil, lança a pegada ecológica das cidades, com a experiência inicial da pegada de Campo Grande (MS), em pleno Pantanal. No cálculo, estão incluídas áreas de consumo que vão de alimentos, vestuário, moradia até transporte e lazer. Isso tornou-se possível saber, por exemplo, que somente para o consumo de carne, a média de Campo Grande é 13% maior que a nacional.

"Além desses cálculos, o conceito inclui a mobilização da sociedade para mudança de hábitos que reduzam seu impacto, bem como a mitigação dos efeitos de nosso modo de vida", expressa Terezinha Martins, analista do WWF Brasil para o Programa Pantanal.

Ela revela também o quanto hábitos culturais de cada região interferem no resultado final da pegada. "No Mato Grosso do Sul, a ida a restaurantes e o consumo de carne fazem parte dos hábitos de lazer das pessoas, e isso se relacionou diretamente com a notícia de que 75% da pegada de Campo Grande ocorre na agricultura, pastagens e derrubada de floresta", explica.
Como cada região possui características socioambientais próprias, a intenção é estender o trabalho para outras localidades do país, a exemplo de São Paulo (SP), Rio Branco (AC) ou Maringá (PR).

terça-feira, 5 de abril de 2011

As dez florestas mais ameaçadas do planeta

Fonte: Conservação Internacional
Para marcar o início do Ano Internacional das Florestas, a Conservação Internacional (CI) lança hoje a lista dos dez hotspots florestais mais ameaçados do mundo. Os chamados ”hotspots de biodiversidade” são áreas de extrema riqueza biológica, com elevado índice de espécies únicas de animais e plantas, e que se encontram altamente degradados e sob risco de extinção.
No caso dos dez hotspots florestais mais críticos, todos já perderam 90% ou mais de sua cobertura original e cada um abriga pelo menos 1.500 espécies de plantas endêmicas, ou seja, que só existem ali. Eles incluem florestas no sudeste asiático, na Nova Zelândia, nas montanhas do sudoeste da China, na região costeira da África Oriental e na ilha de Madagascar. O Brasil aparece na lista com a Mata Atlântica, da qual restam apenas 8% da cobertura original, e que abriga cerca de 20 mil espécies de plantas, 40% das quais endêmicas. (Veja no quadro abaixo a localização e detalhes de cada uma das florestas).
“O Ano Internacional de Florestas deve chamar a atenção do mundo para a necessidade do aumento de proteção das florestas, pela sua vital importância para a conservação da biodiversidade, a estabilização do clima e o desenvolvimento econômico”, afirma Olivier Langrand, diretor de política internacional da CI.
As florestas cobrem apenas 30% da área de nosso planeta e ainda assim abrigam 80% da biodiversidade terrestre do mundo. Elas também garantem o sustento de 1,6 bilhão de pessoas, que dependem diretamente de florestas saudáveis para sobreviver. As interações entre as espécies e os ecossistemas fornecem muitas das necessidades mais básicas para a sobrevivência humana na Terra, tal como ar puro, solos saudáveis, remédios, polinização de safras agrícolas e água doce.
A função das florestas na estabilização do clima também deve ser reconhecida, visto que emissões resultantes da destruição de florestas representam aproximadamente 15% das emissões totais de gases do efeito estufa. Os dez hotspots florestais mais ameaçados do mundo armazenam mais de 25 gigatons de carbono, auxiliando na mitigação dos efeitos da mudança climática.
“As florestas estão sendo destruídas a uma taxa alarmante para dar lugar a pastagens, plantações, mineração e expansão de áreas urbanas. Com isso, estamos destruindo nossa própria capacidade de sobreviver,” aponta Langrand. “As florestas não podem ser vistas apenas como um grupo de árvores, mas como fornecedores de benefícios vitais. Elas são importante fator econômico no desenvolvimento de diversas cidades, fornecendo madeira, alimento, abrigo e recreação, e possuem um potencial ainda maior que precisa ser percebido em termos de provisão de água, prevenção de erosão e remoção de carbono”.
Em adição a sua relevância para a biodiversidade e a estabilização do clima, as florestas são os mais importantes reservatórios de água doce do planeta. Cerca de três quartos da água doce acessível do mundo vêm de vertentes florestais e dois terços de todas as maiores cidades em países em desenvolvimento dependem das florestas em suas cercanias para seu suprimento de água limpa.
 “Visto que a população global está projetada para atingir o total de até 9 bilhões de pessoas nos próximos 30 anos, o acesso à água ficará mais difícil se milhões de hectares de florestas tropicais continuarem a ser queimados todos os anos”, explica Tracy Farrell, diretora do Programa de Conservação de Água Doce da Conservação Internacional. “Excetuando-se as instalações de dessalinização, que são economicamente muito caras, ainda não encontramos outra forma de manter nosso suprimento de água doce a não ser protegendo as florestas remanescentes ao redor do mundo”.
“Durante este Ano Internacional das Florestas, encorajamos fortemente os países a realizar uma nova abordagem na proteção e preservação de suas florestas, que são ativos importantes globalmente,” adiciona Langrand. “Florestas saudáveis são uma parte importante do capital natural e nos oferecem os melhores meios econômicos para enfrentar os diversos desafios ambientais da mudança climática e a crescente demanda por produtos florestais”.

quarta-feira, 23 de março de 2011

INVENTE E BRINQUE - ABRA UMA FLOR


                                                          Aaaaa 
 
Que todo mundo precisa de água, você já sabia não é mesmo? Mas, com essa experiência irá ficar maravilhado como a água ajuda a desabrochar uma flor.

As plantas têm inúmeros e pequeninos canais, como tubinhos, por onde a água passa. Para simular esse efeito, corte uma flor de papel, como a do molde desta página.

Pinte as pétalas e, no centro, escreva uma mensagem para a água. Escreva a lápis, pois com a caneta poderá borrar.

Dobre as pétalas para cima, na linha pontilhada. Segure as quatro bordas, juntas, e solte com cuidado numa bacia com água.

Num passe de mágica, a água sobe por minúsculos furos entre as fibras do papel, semelhantes aos canais das pétalas. O papel incha e a flor se abre!

Convide vários amigos para soltarem ao mesmo tempo suas flores na água e veja o que acontece...

  Fonte: Jornal de Educação Ambiental da Rigesa
              Edição nº1 - Janeiro de 2009

quinta-feira, 10 de março de 2011

RECICLE E BRINQUE - Dica da Semana

                                 Dino de sucata

  
Para construir seu dinossauro, separe duas garrafas pet  grandes de refrigerante, uma garrafinha de iogurte, fita crepe, tesoura, um prego, uma caixa de papelão e quatro elásticos.

1)    Patas: usando o molde, amplie, no papelão, 2 patas dianteiras para 9 cm e 2 traseiras para 12cm. Recorte-as e faça um furo nas extremidades superiores.
2)    Corpo: corte uma garrafa a 13cm de distância do gargalo. A parte B será o gargalo e, a parte A, o que sobrou da garrafa. Corte a outra garrafa a 16cm do gargalo (parte C).
3)   Cabeça: corte o gargalo da garrafinha do iogurte como no desenho.
4)    Com o prego faça quatro furos, um em cada lado oposto das extremidades da parte A para prender as patas.  PEÇA AJUDA A UM ADULTO
5)    Encaixe a parte B, com o gargalo inclinado para baixo na parte A e fixe com a fita crepe.
6)    Fixar as patas: corte os quatro elásticos ao meio e passe cada um pelos furos da parte A. Dê vários nós nas pontas de dentro. Puxe para fora as outras pontas, passe pelas patas, estique e dê vários nós até ficar bem firme.
7)    Encaixe a parte C na parte A, com o gargalo inclinado para cima, e fixe com a crepe.
8)    Encaixe a cabeça na parte C e fixe.

      Agora é só decorar como o seu dinossauro preferido. 


    Fonte: Jornal de Educação Ambiental da Rigesa
              Edição nº1 - Março de 2008

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ano Internacional das Florestas é um dos temas priorizados pelas escolas associadas da UNESCO, em São Paulo





Cerca de 120 representantes de escolas associadas da UNESCO – PEA, no Estado de São Paulo, reuniram-se no último sábado (26) no Colégio Guilherme Dumont Villares, no bairro do Morumbi. Um dos temas em pauta foi a conservação do macaco muriqui, em comemoração ao Ano Internacional das Florestas. 

O assunto foi conduzido pelo pesquisador da Associação Pró-Muriqui, Maurício Talebi e pela coordenadora de comunicação do Instituto Supereco, Fernanda Borba, tendo como foco o PAN - Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Muriquis e a campanha “Salve com Abraço”.

Durante o encontro, os educadores tiveram a oportunidade de conhecer a espécie por meio da apresentação de Talebi e foram convidados a participarem da campanha “Salve com Abraço” – desenvolvida em parceria entre o Instituto Supereco e a Associação Pró-Muriqui com o objetivo de unir a pesquisa, educação ambiental e mobilização social para a conservação dos muriquis.

Também tiveram destaque os seguintes temas: Ano Internacional da Química, Ano Internacional dos Afro – Descendentes, Década as Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, Década das Nações Unidas – Água para a Vida, Década das Nações Unidas para a Biodiversidade.

Além do Instituto Supereco e Pró-Muriqui, participaram do evento a coordenadora regional da UNESCO, Eliana Aun; presidente do Instituto Canal do livro, jornalista Luiz Chinan; coordenadora nacional da UNESCO, Myriam Tricate

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Educação Ambiental é uma das metas do Plano de Ação Nacional para a conservação dos muriquis


No final de novembro, alguns representantes de organizações brasileiras de pesquisa e educação ambiental, entre elas o Instituto Supereco e a Associação Pró-Muriqui, estiveram presentes no encontro promovido pela  Universidade Federal do Espírito Santo, UFES e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), com o objetivo de desenvolver estratégias  de Educação Ambiental para futuros projetos para a conservação dos Muriquis.

Durante o encontro, realizado na UFES, a educadora ambiental do Instituto Supereco, Eliane Santos, demonstrou por meio de sua palestra, a importância do Planejamento e Monitoramento para um programa de educação ambiental. “O monitoramento periódico e a avaliação dos resultados são de suma importância. Em cada projeto desenvolvido pela Supereco, elaboramos indicadores de avaliação. Assim, podemos monitorar os resultados alcançados ao longo do processo e fazer os ajustes necessários para alcançar os objetivos”, afirma.

O tema foi priorizado pelas organizações e pesquisadores da espécie, pois é uma das metas do Plano de Ação  Nacional, PAN, para a conservação dos muriquis, do ICMbio, elaborado com o objetivo de aumentar o conhecimento e a proteção das populações da espécie para reduzir  sua categoria de ameaça de extinção até 2020.

Ficou decidido que o planejamento estratégico de educação ambiental será construído de maneira conjunta pelas organizações, em 2011, por meio do mapeamento que será realizado por cada Instituição. 

O Plano de ação nacional para a conservação dos Muriquis foi oficialmente aprovado por meio da Portaria nº 87, de 27 de agosto de 2010, do Instituto Chico Mendes. As ações do Plano deverão ser concluídas em agosto de 2015.

Os planos de ação são ferramentas de gestão para conservação da biodiversidade, tendo como objetivo pactuar com diferentes atores institucionais estratégias para recuperação e conservação das espécies ameaçadas de extinção. A Portaria conjunta nº 316, de 9 de setembro de 2009, estabeleceu o marco legal para implementação de estratégias, indicando que os planos de ação, juntamente com as listas nacionais de espécies ameaçadas e os livros vermelhos se constituem num dos instrumentos de implementação da Política Nacional da Biodiversidade (Decreto 4.339/02).

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Metas da biodiversidade para o futuro

Após a COP10, cientistas de diversos países se reúnem novamente, dessa vez em evento do Biota-FAPESP em Bragança Paulista (SP), para discutir como monitorar as novas metas para a conservação da biodiversidade.
 
O Programa Biota-FAPESP, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) decidiram marcar o encerramento do Ano Internacional da Biodiversidade e o início do Ano Internacional das Florestas com um evento.

A conferência internacional Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right será realizada de 11 a 15 de dezembro no hotel Villa Santo Agostinho, em Bragança Paulista (SP). O objetivo é contribuir para estabelecer não só novas e significativas metas para a conservação da biodiversidade utilizando embasamento científico, como também mecanismos para monitorar a efetiva implementação dessas metas.

O evento reunirá parte dos principais personagens que estiveram na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP10) em Nagoya, no Japão, que terminou no dia 29 de novembro.

“Esses pesquisadores estarão reunidos novamente menos de um mês após a COP10, onde os países signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica firmaram um ousado acordo para conservação da biodiversidade e a repartição justa e equitativa dos benefícios oriundos de seu uso sustentável”, disse Carlos Alfredo Joly, coordenador do Biota-FAPESP.

A abertura do encontro em Bragança Paulista será feita por Ahmed Djoglaf, secretário geral da Convenção sobre a Diversidade Biológica, que coordenou os trabalhos da reunião de Nagoya.

Na manhã seguinte, Maximiliano da Cunha Henriques Arienzo, subchefe da Divisão de Meio Ambiente do Itamaraty e chefe da delegação e principal negociador brasileiro em Nagoya, fará um relato da COP10 e também do andamento da criação do Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES).

Na sequência serão discutidas questões relativas à interoperabilidade entre sistemas de informações sobre biodiversidade, o uso de novas técnicas para o estudo da biodiversidade de microrganismos, ferramentas de modelagem associadas a indicadores e parâmetros e métricas para monitorar a conservação ou perda de biodiversidade.

“No último dia, a conferência se voltará para a Mata Atlântica, a mais antiga e mais ameaçada de nossas florestas”, disse Joly, professor titular do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e organizador do evento em Bragança Paulista.

O evento terá quatro temas principais, que serão apresentados e debatidos em simpósios: “National and International Interoperability among Biodiversity Information Systems”, “Metagenomics as a tool to assess micro-biodiversity”, “Post 2010 Biodiversity Targets: ecosystem and evosystem services” e “Impacts of Local & Global Changes on the Atlantic Rain Forest”.

Entre os palestrantes de outros países convidados estão Eduardo Morales Guillaumin (Conabio, México), Monica Vera (Fundação Humboldt, Colômbia), Francisco Antonio Squeo (Instituto de Ecologia e Biodiversidade, Chile), Alfred Püehler (Universidade Bielefeld, Alemanha), Jack Anthony Gilbert (Plymouth Marine, Reino Unido), Timothy Vogel (Universidade de Lyon, França), Rodolfo Dirzo (Stanford University, Estados Unidos) e Harold Mooney, presidente da Diversitas.

Antonio Mauro Saraiva (Universidade de São Paulo, USP), Marcelo Tabarelli (Universidade Federal de Pernambuco), Carlos Grelle (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Célio Haddad (Universidade Estadual Paulista), Eduardo Eizirik (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Geraldo Afonso Fernandes e Adriano Paglia (Universidade Federal de Minas Gerais), Philip Fearnside (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Thomas Lewinsohn (Unicamp) e Miguel Calmon (Instituto BioAtlântica) serão alguns dos conferencistas do Brasil.

“É um privilégio para o programa Biota-FAPESP, em parceria com a ABC e a SBPC, coordenar um evento dessa magnitude. Uma conferência que, no cenário internacional, marca o final do Ano Internacional da Biodiversidade e o início do Ano Internacional das Florestas”, disse Joly.

Para inscrições feitas até o dia 3 de dezembro os valores são: R$ 250 (profissionais, docentes, pesquisadores e pós-docs) e R$ 150 (estudantes).
Inscrições e mais informações sobre a conferência: www.biota2010-targets.com.br
 
Cientificamente significativos
Os organizadores da conferência Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right ressaltam que as metas para a biodiversidade em 2010 no mundo, bem como as metas brasileiras para a biodiversidade no ano, não foram alcançadas, conforme ficou evidente durante a COP10.

Parte do fracasso, segundo eles, se deveu ao fato de não se poder demonstrar cientificamente uma redução significativa nas taxas de perda de biodiversidade com o conhecimento disponível atualmente. Outro problema é o lapso de tempo entre as ações para ampliar a conservação da biodiversidade e o efetivo impacto dessas medidas, que pode ser de décadas, ou mesmo de séculos.

Também é bem conhecido, apontam os organizadores, que a maior parte dos principais motores da perda de biodiversidade – como mudanças no uso da terra, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras – tem crescido desde 2001, quando as metas foram estabelecidas.

“Entretanto, como apontou o professor Thomas Lovejoy no evento organizado pelo Biota-FAPESP no Palácio dos Bandeirantes no Dia Internacional da Biodiversidade, as metas tiveram um efeito extremamente positivo. Elas levaram a conservação da biodiversidade para o topo da agenda mundial, desencadearam a Avaliação Ecossistêmica do Milênio e fizeram com que a Convenção sobre Diversidade Biológica promovesse e intensificasse iniciativas como o Programa Áreas Protegidas e a Estratégia Global para a Conservação de Plantas”, disse Joly.

Por conta disso, segundo os organizadores da conferência, é de importância fundamental, e urgente, que se estabeleçam metas novas, mensuráveis e cientificamente significativas, com medidas objetivas e específicas para comprometer governos em nível nacional, regional e global com uma proposta radical em relação a abordagens anteriores.

“É imperativo garantir não apenas a preservação de serviços ecossistêmicos que beneficiam o homem, mas também os processos que geram e mantêm a biodiversidade, que possuem valores intrínsecos não mensuráveis monetariamente”, destacou Joly.

“Nesse cenário a conferência em Bragança Paulista se tornou uma oportunidade única de interação com os principais atores internacionais que atuam nessa grande área que a temática caracterização, conservação e uso sustentável da biodiversidade abrange”, disse.

Mais informações: www.biota2010-targets.com.br

FONTE: Agência Fapesp

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Brasil tem 290 milhões de hectares de florestas cadastradas



O Brasil tem hoje 290 milhões de hectares de florestas públicas cadastradas pelo Serviço Florestal Brasileiro. A atualização de 2010 do Cadastro Nacional de Florestas Públicas (CNFP) mostra que houve um aumento de 21% em relação aos números do ano passado. Os números não significam criação de novas florestas públicas e sim que o Brasil começa a conhecer pelo cadastramento quais são e onde estão suas florestas.

A maior parte dessas florestas se concentra na Amazônia. Porém, 226 milhões de hectares são áreas que já foram destinadas a algum uso. As terras indígenas somam 111 milhões de hectares, seguidas pelas unidades de conservação (UCs), com 105 milhões de hectares, sendo 60% federais e 40% estaduais. Os assentamentos públicos de reforma agrária ocupam em torno de 10 milhões de hectares.

Embora a porcentagem de florestas públicas seja alta – em torno de 80% das áreas já cadastradas - ainda restam 64 milhões de hectares sem uso regulamentado. Conforme os levantamentos feitos pelo Serviço Florestal, pelo menos 10 milhões de hectares de floresta que estão sem destinação poderiam dar origem a novas florestas nacionais passíveis de concessão florestal, instrumento que permite o uso sustentável da floresta ao mesmo tempo em que a mantém em pé.

“É preciso dar prioridade para o aproveitamento dessas áreas por meio de florestas nacionais. Precisamos ter metas e cenários claros para atingir a sustentabilidade da produção madeireira na Amazônia por meio das concessões florestais, e essas metas devem ser consolidadas em 2011”, afirma o diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel. Segundo ele, a resposta às mudanças climáticas passa pelo manejo florestal, associado ao fortalecimento da economia florestal sustentável. As matas precisam ser vistas como oportunidades de desenvolvimento, sem perda da ampla gama de serviços ambientais agregados.

Em 2009, na Conferência das Nações Unidas sobre Clima (COP-15), o Brasil apresentou metas ousadas para o corte na emissão de gases do efeito estufa – entre 36% e 39% –, além da redução de 80% no desmatamento da Amazônia até 2020. Com o início da COP-16 nesta segunda-feira (29) aumenta a importância da discussão que envolve florestas e mudanças climáticas.

“As florestas públicas representam enormes estoques de carbono armazenados em sua biomassa, que se não conservados através de unidades de conservação e terras indígenas estariam sendo emitidos para a atmosfera através da conversão em outros tipos de uso da terra”, afirma a diretora de Pesquisa e Informação Florestal do Serviço Florestal, Cláudia Azevedo Ramos, responsável pela gestão do CNFP.

Em regiões como a Amazônia, a maior extensão de floresta tropical do planeta e onde se concentram as maiores áreas de floresta pública, as matas têm papel relevante na imensa produção de vapor d’água e, portanto, no ciclo hidrológico da Terra. Só esses fatos já tornam o Brasil um importante ator para o equilíbrio climático e para a mitigação do aquecimento global.

Para Hummel, a proteção e o uso sustentável das florestas públicas são medidas importantíssimas para reduzir o desmatamento, evitar a produção ilegal de madeira e evitar emissões de carbono. “Mas é preciso, ainda, nos apropriarmos das florestas públicas não destinadas, dando-lhes uso definido e segurança para permanecerem floresta e tê-las como aliadas na mitigação das mudanças climáticas”, finaliza Hum

FONTE: CICLO VIVO

sábado, 27 de novembro de 2010

Acompanhe a entrevista sobre a campanha Salve com Abraço

Uma das pautas da Rádio Gazeta de ontem foi a campanha Salve com Abraço. Acompanhe no link abaixo a entrevista com a coordenadora geral do Instituto Supereco, Andrée Vieira:

http://migre.me/2wG0L

Campanha Salve com Abraço mobiliza público do Ong Brasil 2010

Mais de 100 assinaturas foram coletadas em prol da conservação do muriqui-do-sul





Durante o segundo dia do evento Ong Brasil 2010, que acontece no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo, o maior primata das Américas em risco de extinção – o macaco muriqui - , foi destaque no estande do Instituto Supereco. O público do evento teve a oportunidade de participar do coquetel de lançamento da logomarca da campanha, realizada em parceria com a Associação Pró-Muriqui, com o objetivo de salvar e preservar a espécie, além de apoiar a “candidatura” do macaco para mascote das olimpíadas de 2016 - lançada recentemente pela Ong EcoAtlântica.


Organizado pela UBM Brazil, o ONG Brasil 2010 conta com mais de 500 ONGs expositoras. Nos dias 25 e 26, o evento foi restrito aos profissionais ligados ao Terceiro Setor. Amanhã, a mostra será aberta ao grande público, como forma de incentivar o início de uma ação social, seja por meio de doações de dinheiro ou bens materiais, ou de tempo, pelo trabalho voluntário.

Sobre a campanha “Salve com abraço”

A campanha “Salve com abraço” foi lançada recentemente pelo Instituto Supereco em aliança estratégica com a Associação Pró-Muriqui. O objetivo é unir a pesquisa, a conservação, a educação e a mobilização social para preservar o macaco muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides). Encontrado apenas em áreas de Mata Atlântica, no Brasil, o muriqui sobrevive pela cooperação abraçando-se uns aos outros como “cachos de macacos” na floresta.

Algumas ferramentas de comunicação e ecoprodutos estão sendo desenvolvidos em prol da iniciativa. Acompanhe e participe por meio deste blogue.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Supereco e Pro Muriqui lançam logomarca da campanha “Salve com abraço” no evento Ong Brasil 2010


Objetivo é mobilizar o público do evento em prol do maior primata das Américas ameaçado de extinção
O evento ONG Brasil 2010, que acontecerá entre os dias 25 e 27 de novembro, no Pavilhão Vermelho do  Expo Center Norte, em São Paulo, terá como destaque, no segundo dia  (26/11), às 13:30hs - no estande do Instituto Supereco,  o  lançamento da logomarca da campanha “Salve com abraço” .

O objetivo da iniciativa é mobilizar o maior número de pessoas em prol da campanha, que tem como objetivo salvar e preservar o macaco muriqui-do-sul – maior primata das Américas, encontrado apenas em áreas de Mata Atlântica, no Brasil, e em risco de extinção. O pacífico muriqui está entre as 25 espécies de primatas mais ameaçadas no mundo, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais – UICN e quando ameaçado tem o habito de se abraçar com outros muriquis em cooperação.

Outro foco da campanha é apoiar a “candidatura” da espécie para mascote da olimpíada de 2016, lançada recentemente pela OngEcoatlântica.

Em seu estande, o Instituto Supereco apresentará também o trabalho que desenvolve na área de educação ambiental desde 1994 – quando iniciou suas atividades pelo ensino formal, oferecendo valiosa contribuição para a efetivação da transversalidade da educação ambiental nas escolas brasileiras, especialmente quando surgiram os novos PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais (MEC 1997).

Organizado pela UBM Brazil, o ONG Brasil 2010 contará com mais de 500 ONGs expositoras. Nos dias 25 e 26, o evento será restrito aos profissionais ligados ao Terceiro Setor. No sábado, a mostra será aberta ao grande público, como forma de incentivar o início de uma ação social, seja por meio de doações de dinheiro ou bens materiais, ou de tempo, pelo trabalho voluntário. São esperadas cerca de 10 mil pessoas nos três dias de evento.

Sobre a campanha “Salve com abraço”A campanha “Salve com abraço” foi lançada recentemente pelo Instituto Supereco em aliança estratégica com a Associação Pró-Muriqui. O objetivo é unir a pesquisa,  a conservação, a  educação e a  mobilização social para preservar o macaco muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides). Muito pacífico, o muriqui sobrevive pela cooperação abraçando-se uns aos outros como “cachos de macacos” na floresta.

Algumas ferramentas de comunicação e ecoprodutos estão sendo desenvolvidos em prol da iniciativa. Acompanhe e participe por meio do  bloguedomuriqui.blogspot.com

Instituto Supereco - primeira Ong em prol da educação pela preservação do muriquiEm 1997, o Instituto Supereco uniu a pesquisa científica sobre os muriquis com a criatividade e desenvolveu a dinâmica de educação ambiental “Salve com abraço – cooperando com os muriquis”. Desde então, a atividade é aplicada com públicos diversos, incluindo a formação e cursos de captação para ONGs, a fim de promover a união entre as pessoas por um mesmo objetivo e a importância do verdadeiro abraço por uma causa. “Os resultados são tão expressivos que até mesmo a questão da violência nas escolas se torna motivo de reflexão nos locais de aplicação”, afirma a coordenadora geral da Ong, Andrée de Ridder Vieira.

Fundado em 1994, o Instituto Supereco tem como missão promover a educação ambiental como ferramenta estratégica para a conservação do meio ambiente aliada ao desenvolvimento humano. Por meio de parcerias, atua em escolas, empresas, ONGs, instituições governamentais e comunidades com o objetivo de despertar um novo olhar sobre as questões socioambientais e incentivar a mudança de comportamento de forma diferenciada e mobilizadora.

Associação Pró-MuriquiA Associação Pró-Muriqui, coordenada por Maurício Talebi - doutor em Biologia Comportamental e Conservação de Espécies Ameaçadas pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra - desenvolve um importante trabalho de pesquisa e de conservação desde 1986. É o mais longo projeto em execução com a espécie primata muriqui-do-sul no país, gerando um rico, sério e apurado conhecimento sobre a espécie.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Programa de Conservação do Muriqui (RJ)

Programa de Conservação do Muriqui realizado pela ONG Tereviva em conjunto com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos -- Teresópolis, RJ. Expedição científica com o propósito de preservação do macaco Muriqui.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Macacos ameaçados de extinção

Macaco-prego-galego e guigó-da-caatinga, duas das espécies endêmicas do País, entraram na lista de primatas que correm mais risco em todo o mundo

BRASÍLIA - O macaco-prego-galego e o guigó-da-caatinga, duas das espécies endêmicas de primatas do Brasil, foram incluídos na lista dos 25 animais mais ameaçados do mundo. A relação é elaborada a cada dois anos pelo Grupo Especialista em Primatas da União Internacional (IUCN) para a Conservação da Natureza e tem o objetivo de atrair ações de pesquisa e conservação, aumentando os esforços de preservação dessas espécies.

A inclusão é resultado das articulações feitas pela delegação brasileira, liderada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB), durante o 23º Congresso Internacional de Primatologia, realizado entre 12 e 18 de setembro passado, na Universidade de Kyoto, no Japão.

O Cebus flavius, o macaco-prego-galego, foi incluído na lista devido à sua recente redescoberta e ao escasso conhecimento disponível sobre suas diminutas populações confirmadas na Mata Atlântica nordestina. Essa espécie foi considerada criticamente em perigo.

Já o guigó-da-caatinga (Callicebus barbarabrownae) é o único primata endêmico desse bioma, que, por sua vez, sofre acelerada degradação, inclusive com áreas em processo de desertificação. Nesse cenário, o guigó sobrevive em raros remanescentes de caatinga arbórea, sendo considerado criticamente em perigo tanto na lista da IUCN quanto na avaliação do Ministério do Meio Ambiente.

No Brasil, há 104 espécies de primatas, o correspondente a um terço da diversidade desse grupo de mamíferos conhecida no mundo.

O CPB desenvolve pesquisas e ações de manejo com foco nessas duas espécies e espera que, incluídas na lista mundial, elas possam servir como espécies-bandeira, alertando para a situação de toda a biodiversidade na Mata Atlântica nordestina e na caatinga.

Durante o congresso, do qual o CPB participou pela primeira vez, o chefe da entidade, Leandro Jerusalinsky, coordenou a sessão sobre conservação de primatas neotropicais, na qual apresentou a análise: Planejamento Estratégico para a Conservação de Primatas Brasileiros: Avanços e Prioridades.

Nela, foram ressaltados os esforços do ICMBio no sentido de ampliar a aplicação de ferramentas para a conservação de espécies, tais como as listas de táxons ameaçados, planos de ação e modelagens espaciais e populacionais.

Leandro também integrou o simpósio sobre primatas em fragmentos, apresentando o trabalho Vivendo no limite: fragmentação de hábitats na interface da zona semi-árida do nordeste brasileiro, com destaque para os resultados dos estudos sobre a distribuição de Callicebus barbarabrownae e Callicebus coimbrai, que fazem parte dos esforços de pesquisa e conservação do Projeto Guigó, desenvolvido em parceira com a Universidade Federal de Sergipe e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Sergipe.

Integraram a delegação brasileira que participou do congresso principalmente professores e estudantes de universidades como Unifesp, UFG, UFRN, USP, UnB, PUCRS e organizações não-governamentais como WCS, Pró-Muriqui, CECO.

Fonte: JORNAL DO COMMERCIO - PE

domingo, 24 de outubro de 2010

Cooperando com os muriquis

Na última sexta-feira, o Instituto Supereco realizou a atividade “Salve com abraço – cooperando com os muriquis”, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em São Paulo. Durante a atividade, as crianças da escola Copo de Leite conheceram a história do macaco muriqui e também foram incentivadas ao trabalho de cooperação, de amizade, de igualdade e de união por um mesmo objetivo.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Campanha em prol do muriqui na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia


Os visitantes da  Semana nacional de Ciência e Tecnologia poderão participar  da atividade “Salve com Abraço – cooperando com os muriquis”, que será promovida  pelo Instituto Supereco, no dia 22/10, a partir das 15hs. O objetivo é ampliar os conhecimentos sobre a fauna brasileira e espécies ameaçadas de extinção, além de incentivar a formação de grupos de ação ou clubes ecológicos em defesa da conservação.

Durante a atividade, será apresentada a história do macaco muriqui - espécie existente apenas em áreas de Mata Atlântica, no Brasil, altamente ameaçada de extinção, que vive em grupos e, quando se sente ameaçada, abraça seus companheiros, formando verdadeiros cachos de macacos nas árvores. A atividade estimula o trabalho de cooperação, de amizade, de igualdade, da união entre as pessoas por um mesmo objetivo e a importância do verdadeiro abraço por uma causa.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é organizada e coordenada anualmente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia cujo objetivo é promover a divulgação científica no Brasil. Confira a programação completa do evento: http://ecienciablog.blogspot.com

Serviço:

Data: de 20 a 24 de Outubro
Local: Estação Ciência - USP
(Rua Guaicurus, 1394 – Lapa – São Paulo – SP / Próxima ao Shoping Center Lapa e a Estação Lapa da CPTM)
Preço: R$4,00 (referente à entrada na Estação Ciência)
Meia-entrada para estudantes
Gratuito para menores de 6 e maiores de 60 anos
Público: livre para todas as idades.